OS GATOS DEIXAM PEGADAS NO NOSSO CORAÇÃO
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Gatinhos que
conhecemos, outros que não conhecemos, A mascote dos nossos amigos é a Malhadinha
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Eu sou a Malhadinha, e eis aqui a minha história, contada pela minha maior amiga: |
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Estava eu a recuperar de uma situação de
doença complicada quando ela me apareceu ao entardecer num dos dias do final do mês de
Agosto. Receou-me quando me viu e só não fugiu porque a encorajei a ficar dizendo-lhe, com voz adocicada, que não lhe faria mal e que a achava linda. Por consequência, fui de imediato brindada com marradinhas nas pernas. Estava esfomeada, e o ventre dilatado, bem como os "bagos de arroz" em redor do anus, denunciavam uma razoável carga de parasitas.
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| Saciada a fome com o que havia em casa
(não muito apropriado para gato, mas contudo devorado rapidamente), deixou-se ficar
comigo, presenteando-me de vez em quando com mimos, em resposta à atenção que lhe
dispensei, até eu me ir deitar. Na manhã seguinte, ao levantar o estore do meu quarto e já esquecida do episódio do dia anterior, começo a ouvir uns miados sonoríssimos, debaixo da minha janela, que ribombavam pela aldeia |
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| Era a Malhadinha, nome que ganhou devido à sua pelagem cinzenta com manchinhas cor de alperce (uma delícia!), a provocadora deste escândalo. | |
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Desta forma e como lhe dei troco, a
Malhadinha passou a marcar presença diária e a sua dieta foi incluída na minha lista de
compras, apesar de manter a sua liberdade vagueando pelo jardim da casa e arredores, e
comparecendo prontamente ao ouvir clamar o seu nome, ao qual se adaptou com espantosa
rapidez. A minha permanência nesta casa não era constante, por vezes ausentava-me por cerca de 2 a 5 dias, mas a Malhadinha permanecia fiel no seu posto, sendo a primeira a entrar em casa logo que ouvia a chave da porta. Numa das vezes, regressando a casa de noite, fui providencialmente iluminada pelos faróis dos seus olhos que eram de uma intensidade impressionante na escuridão total. |
| Esta situação manteve-se
durante quase 3 meses, ao fim dos quais deslocar-me-ia para o estrangeiro por tempo
indeterminado e certamente inconveniente para a manutenção da nossa relação nestes
termos. A decisão foi tomada entre nós dois, eu e o meu marido, e assim a Malhadinha foi
desparasitada e vacinada, e arranjámos-lhe um passaporte e uma declaração oficial de
boa saúde para poder viajar connosco. No destino, ela tinha as condições ideais para viver ainda com maior liberdade do que estava habituada, pois era-lhe oferecido o factor segurança (para além da alimentação regular) que até então não tinha: um jardim e uma casa onde a dura luta pela sobrevivência estava fora de questão. |
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| No aeroporto, de dentro do seu cestinho de
transporte, olhava em redor com os olhos desmesuradamente abertos, qual saloia que vem à
cidade. No avião portou-se muito bem. De vez em quando fazia-lhe uma festinha para lhe
dizer "estou aqui", ao que ela me respondia com um leve miado. Chegada ao destino, tendo suportado ainda uma viagem de cerca de 1h30 de carro, estranhou o ambiente e a presença da anfitriã, uma senhora gata de 16 anos, de nome Koskha, que pareceu não apreciar a visita. Não foi fácil, mas nunca houve realmente agressividade entre as duas. A Koskha recebia com mau humor as tentativas de aproximação da Malhadinha, que eram feitas à laia de brincadeira (a idade não perdoa e o factor idioma também não facilitou). |
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| Por fim, foi a Malhadinha que ficou a liderar, mas defendia sempre a velhota das intrusões de algum gato corpulento, exigindo contudo reconhecimento, por parte da Koskha, da sua supremacia assistimos várias vezes à pobre Koskha refilando e tendo, por fim, de se deitar no chão prestando-lhe vassalagem. | |
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Ao fim de cerca de duas semanas, a
Malhadinha adaptou-se ao ambiente. Treinei-a levando-a ao jardim com uma trela que lhe tirava após uma ou duas voltas e ela corria de imediato para dentro de casa. Só mostrou interesse ao anoitecer um dia, deixando-se ficar fora durante toda a noite e reaparecendo na manhã seguinte, acompanhada da Koskha, o que me fez passar uma noite mal dormida de ralação. O carácter da Malhadinha adoçou muito após a esterilização, feita depois do primeiro cio, dado desconhecermos a idade certa dela. |
| Era um animal muito manso, mas muito
independente e nada do género de retribuir mimos. Estranhei, porque sempre tive gatos
desde pequena e eram animais habituados comigo desde bebés, caracteres diferentes, é
certo, mas a gostarem sempre de colinho e de carinhos, retribuindo por sua vez. A Malhadinha era fria e parecia calculista, e senti-me desapontada com o seu comportamento. Mas, para alegria minha, logo no dia em que foi esterilizada seguiu-me a cambalear, meia taralhoca, pela casa fora e veio pedir-me colo, adormecendo de imediato com ronrons de satisfação. |
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| Hoje costumo dizer que a Malhadinha foi um bálsamo para mim. | |
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Rouzmouz e Kunjana
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Chamo-me Rouzmouz, um nome que me assenta como uma luva porque quer dizer Ronrom em bretão, e vivo com a minha amiga Kunjana (Filha da Floresta em Indi) e a minha mamã Anastásia em Bruxelas. Se calhar pensam que a minha vida é uma grande confusão, mas não é bem assim. Enfim... eis a minha história: |
| Eu era um gatinho errante que
vivia perto de Paris com a minha namorada Kunjana, alimentados por uma grande amiga de
origem espanhola. Como era FIV positivo, ela tentou encontrar-me uma família e falou à
Helena, portuguesa que mora na zona de Lisboa, que contou a minha história à Anastásia,
uma amiga grega que vive em Bruxelas... ufff!!! É claro que a Anastásia não resistiu ao meu encanto e adoptou-me. Mas como achou que eu seria ainda mais feliz se a minha namorada Kunjana me acompanhasse, cá estamos nós, os inseparáveis Rouzmouz e Kunjana, indiferentes à geografia. Perceberam? Espero que sim, porque por vezes os humanos têm uma noção pouco clara do internacionalismo! |
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Oi, eu sou a Agatha, tenho 12 anos completados no dia 23 de Dezembro. Minha dona é a Marinês, e cheguei em sua casa pelas mãos da Renata (sobrinha). Moro em Vila Missionária - São Paulo - Brasil. Sou muito amada e todos me consideram da família, inclusive os amigos da minha dona. Sou uma gata feliz!!! |
Agatha
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